12 fevereiro 2014

Masks

Again I put the mask of old
Worn inside by years of use
Bright outside by sparks of gold

I wear the mask that shows the ruse
The one that shows the smiling teeth
As show the truth I now refuse

I wear the mask you like to meet
The one who hides my tears away
The one that covers my eyes weep

And for this time the mask will stay
My eyes will smile and be so bold
Until again my mask I'll lay...

15 agosto 2010

Professora

Ensina-me
A tocar-te
Como a cordas de guitarra portuguesa
A produzir melodia de tal beleza
Que as estrelas no ceu todas ofusque
Mas mesmo que a musica seja de tal grandeza
Fica, porém, com a infinita certeza
Maior e tua candura, que faz com que eu busque
Tocar-te
Entao ensina-me
Ensina-me
A Amar-te.

10 abril 2010

O que não te disse...

Perguntaste-me
Se tinha vergonha de ti
Respondi-te
Não!
Como posso ter vergonha de ti
Se me deleito com a tua alegria
E voo com a tua poesia?
Como posso ter vergonha de ti
Se me surpreendes com a filosofia
E me preocupas com a melancolia?
Como posso ter vergonha de ti
Se me encanta a tua simpatia
E o teu sorriso alegra o meu dia?
Como posso ter vergonha de ti
Se sonho que me queiras um dia?
Por isso te respondi
Não!
Não tenho vergonha de ti!

Braga, 10 de Abril de 2010, 4:55

14 abril 2004

O tempo e o vento, a emoção e o coração.

Já há muito, mas mesmo muito tempo
Que não sentia este amor, esta emoção,
Esta ânsia, este ardor no coração,
Que não se deixa levar pelo vento.

E se deixarmos falar o coração,
e ambos dermos tempo ao tempo,
Este amor voará como o vento,
Crescerá mais forte a emoção.

Verás que nem sempre o tempo traz a morte,
Nem o vento apaga o forte sentimento,
Nem a seca mata sempre a bela flor.

Ela renasce em todo o seu esplendor,
Na beleza suprema de um momento,
Como o desabrochar de um amor mais forte.

Braga, 14 de Abril de 2004, 2:54

01 abril 2004

Subitamente

Para a Cila

Trazes em ti um amor profundo
De beleza ímpar, de tão singelo,
Um sorriso de abraçar o mundo,
Um olhar que queima de tão belo

Um sentimento que não se pode narrar
Como as gotas que caem neste chão
Que te agarra mas não podes agarrar
Como areia que te escorre pela mão

Um dia ele vai solidificar
Subitamente, nele mergulharás
No calor inebriante de um beijo

E quando essa altura chegar
A felicidade plena encontrarás
Sê feliz, é tudo o que te desejo.

Braga, 31 de Março de 2004, 3:12